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Descubra os 7 principais sinais que podem indicar TDAH em cães, desde inquietação crônica até impulsividade, e como o diagnóstico e tratamento veterinário podem ajudar.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição frequentemente associada a humanos, também pode manifestar-se em cães, impactando negativamente seu bem-estar, a dinâmica familiar e a saúde física. Mariana Belloni, médica-veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera, destaca que muitos tutores confundem os sinais do distúrbio com excesso de energia ou falta de adestramento. Cães com TDAH exibem um padrão persistente de hiperatividade, impulsividade e dificuldade de concentração que ultrapassa o esperado para sua idade e raça.
“Quando isso prejudica o animal ou a rotina familiar, é importante investigar clinicamente”, explica Mariana Belloni. O diagnóstico de TDAH em cães é eminentemente clínico. Ele se baseia em uma avaliação comportamental minuciosa, análise detalhada do histórico de rotina e dos estímulos a que o animal é exposto, além da exclusão de outras condições médicas. Distúrbios hormonais, dor crônica e ansiedade de separação são exemplos de problemas que podem mimetizar os sintomas.
“Não existe um exame único que confirme TDAH em cães. O essencial é observar padrões persistentes e como eles afetam a qualidade de vida do animal”, ressalta Mariana. Uma vez diagnosticado, o tratamento é individualizado e foca em três pilares principais. A modificação comportamental inclui treinos curtos e frequentes, enriquecimento ambiental com brinquedos interativos e desafios olfativos, além de atividades que estimulem a mente do animal.
O ajuste da rotina de exercícios também é crucial, com atividades que trabalhem tanto o corpo quanto a mente, focando em comandos e farejamento. Em casos específicos, o uso de medicamentos pode ser indicado por um médico-veterinário. A busca por ajuda profissional é fundamental. Sem o manejo adequado, o TDAH pode escalar o estresse do animal, aumentar o risco de acidentes e lesões, provocar alterações de peso devido à ansiedade e dificultar a socialização.
“Quando manejado corretamente, o prognóstico é excelente. Cães com TDAH podem viver normalmente e ser extremamente felizes. O segredo é compreender suas necessidades e oferecer suporte adequado”, conclui Mariana Belloni. Sete sinais específicos podem indicar a presença do transtorno: