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Especialistas alertam que o começo do ano é estratégico para vacinar cães e gatos, garantindo proteção contra doenças graves e fatais.
A virada do ano marca não apenas a definição de novas metas pessoais, mas também representa uma janela estratégica para tutores de cães e gatos atualizarem a imunização de seus animais de estimação. Especialistas apontam que este período, que coincide com a reorganização da rotina familiar e a disponibilidade de recursos financeiros extras, é fundamental para garantir a saúde e a longevidade dos pets.
O professor do curso de medicina veterinária Atilio Sersun destaca que o começo do ano é o momento mais propício para cuidados preventivos. “Coincide com uma reorganização da rotina. Muitas pessoas retornam das férias e ainda contam com recursos extras, o que facilita colocar em dia não apenas as vacinas, mas também vermífugos e exames”, explica Sersun.
Além da conveniência financeira, as condições climáticas do início de ano, com altas temperaturas e chuvas, podem intensificar a circulação de agentes infecciosos. A vacinação atua como uma barreira essencial contra surtos sazonais, protegendo os animais de doenças graves.
Ignorar o reforço anual da vacinação é um erro comum entre tutores, que acreditam erroneamente que cães e gatos protegidos por ficarem em casa ou por não apresentarem sinais de doença estão imunes. O professor Atilio Sersun alerta que o atraso vacinal constitui um risco real.
Doenças como a cinomose podem acarretar sequelas neurológicas permanentes, enquanto o parvovírus provoca quadros gastrointestinais severos com potencial letal. “A imunidade do animal pode não ser suficiente para protegê-lo em uma eventual exposição. Filhotes e idosos são especialmente vulneráveis e não devem, em hipótese alguma, ficar com o calendário atrasado”, reforça Sersun.
A escolha das vacinas deve ser realizada por um médico veterinário após um exame físico completo do animal, considerando seu estado de saúde e histórico. Animais doentes não podem ser vacinados.
Mesmo gatos que vivem estritamente em ambientes internos necessitam da vacina antirrábica, devido ao risco de contato acidental com morcegos, que podem transmitir a doença.
No Brasil, a única vacina exigida por lei é a antirrábica, devido ao seu caráter de zoonose e alto impacto social. Contudo, Atilio Sersun esclarece que as vacinas múltiplas são tecnicamente essenciais.
“As múltiplas são essenciais do ponto de vista veterinário. Elas reduzem a circulação de doenças na comunidade e previnem surtos evitáveis”, pontua o professor.
Existem ainda as vacinas recomendadas, indicadas para animais que frequentam creches, hotéis ou que vivem em áreas com alta incidência de doenças específicas.
Para tutores que perderam o controle do calendário de vacinação, a orientação é agir rapidamente. O ideal é agendar uma consulta com o veterinário para que ele avalie o histórico e o estado de saúde do pet.
“O profissional poderá instituir um novo protocolo, ajustando as doses e restabelecendo a proteção de forma segura”, orienta o professor. Ele ressalta a importância de adquirir vacinas apenas em locais idôneos e com supervisão técnica, pois produtos irregulares podem não garantir a eficácia e demandar uma revacinação completa.