Viatura da Guarda Civil Metropolitana em rua residencial de Campo Grande.

Caso de cachorro morto a tiro por GCM ganha nova versão e gera divergências em Campo Grande

Versões divergentes marcam o caso de um cachorro morto a tiro por GCM em Campo Grande. Entenda os detalhes e os conflitos de relatos.

O caso de um cachorro morto a tiro por um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) em Campo Grande, no bairro Jardim Tarumã, ganhou novos contornos com versões distintas apresentadas por diferentes partes envolvidas e moradores. A situação gerou divergências sobre a dinâmica do ocorrido e a necessidade da ação policial.

Inicialmente, a reportagem buscou contato com o tutor do animal, que não foi localizado. Em apuração no local, a equipe do Topmídia News conversou com vizinhos e também com a esposa do guarda municipal. Ela apresentou imagens de câmeras de segurança que, segundo seu relato, registraram o momento de um ataque que culminou na morte do animal.

Nova versão dos fatos apresentada pela família do guarda

De acordo com o relato da esposa do GCM, o incidente ocorreu enquanto a família estava reunida em frente à residência. O filho do casal, de apenas 7 anos, estava próximo ao portão, e o cachorro da família, um Shih-tzu, estava ao lado dele. Conforme a versão apresentada, um vizinho teria aberto o portão de sua casa, permitindo que um cão de grande porte saísse para a rua e corresse em direção à criança.

Nesse instante, o cachorro de estimação da família teria entrado na frente, se colocando entre o agressor e o menino, sendo então atacado. Diante da ameaça iminente à criança, o guarda civil teria sacado sua arma e disparado uma única vez para conter o ataque. O animal atingido pelo tiro não resistiu e faleceu no local.

Contestações e alegações sobre o animal

A esposa do agente também procurou contestar informações que circularam entre moradores, que sugeriam que o guarda teria agido de forma agressiva ou estaria sob efeito de álcool. Ela defendeu que o animal que causou o incidente era agressivo e que já havia demonstrado comportamento hostil anteriormente, chegando a avançar contra pessoas.

Segundo ela, outros moradores da região também demonstrariam receio do cão. Um ponto levantado foi a ausência de equipamentos de segurança, como coleira ou focinheira, no animal no momento em que ele saiu para a rua. A falta desses itens é vista como um fator que facilitou a saída descontrolada do animal.

Divergências e investigações em andamento

Em contrapartida, vizinhos ouvidos anteriormente pela reportagem apresentaram uma ótica diferente. Eles afirmaram que o disparo efetuado pelo guarda teria sido um exagero e que o cachorro em questão não representava um risco iminente à segurança. Essa divergência de relatos reforça a complexidade do caso e a necessidade de uma investigação aprofundada.

A arma utilizada pelo guarda municipal foi apreendida e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que buscará apurar todos os detalhes e depoimentos para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do animal.

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