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Um especialista aponta três erros comuns cometidos por tutores que impactam negativamente a longevidade de cães e gatos, indo além da genética. Descubra quais são e como evitá-los.
A vida dos animais de estimação, muitas vezes considerados membros da família, ainda é considerada curta por seus tutores. Apesar do amor e dos cuidados dedicados, alguns comportamentais e práticas de manejo podem, inadvertidamente, reduzir o tempo de vida desses companheiros. O médico veterinário Amir Anwary destacou em um vídeo compartilhado no TikTok três erros que, segundo ele, têm um impacto significativo na longevidade dos pets.
“A vida dos nossos animais já é tão curta. Devemos fazer tudo o que pudermos para evitar que ela seja ainda mais”, ressalta Anwary, enfatizando a importância de evitar essas práticas prejudiciais.
Manter um animal de estimação acima do peso por períodos prolongados é apontado como uma das formas mais rápidas de comprometer a qualidade de vida e, consequentemente, a expectativa de vida. A obesidade crônica pode desencadear inflamações, problemas cardíacos, degeneração articular e resistência à insulina, conforme explica Amir Anwary.
Renata Roma, pesquisadora especialista em vínculo com animais, complementa que o comportamento humano influencia diretamente no peso dos pets. Muitos tutores oferecem alimentos calóricos ou inadequados, sem perceber que estes itens carecem dos nutrientes essenciais. Além disso, a ideia de que oferecer comida simboliza afeto pode criar um ciclo prejudicial à saúde, em vez de promover o bem-estar.
Um hálito desagradável em pets não deve ser normalizado. Segundo Amir Anwary, a boca suja indica um acúmulo excessivo de bactérias. Essas bactérias podem migrar da cavidade oral para a corrente sanguínea, atingindo órgãos vitais como fígado, rins e baço. A atenção à saúde bucal é, portanto, fundamental para a saúde geral do animal.
Assim como para os humanos, a consulta veterinária não deve ser reservada apenas para momentos de doença. Esperar que o animal apresente sintomas graves pode significar que doenças como câncer, degeneração articular ou problemas renais já se encontram em estágio avançado. A veterinária Kathia Soares reforça a importância de avaliações profissionais regulares, independentemente da idade do pet. Exames de rotina, como de sangue, fezes e urina, são essenciais para um acompanhamento completo.
“Ao investir em prevenção e ciência, estamos, na verdade, ganhando tempo: mais tempo de brincadeiras e mais anos de saúde para quem nos ama incondicionalmente”, afirma Kathia Soares.
Anwary conclui que o acompanhamento veterinário precoce não só facilita, mas também torna o tratamento de quaisquer enfermidades mais barato e efetivo, permitindo a preservação máxima da vida do animal.