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Entenda a giardíase em cães, uma parasitose intestinal comum. Saiba sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção para proteger seu pet.
A giardíase é uma das parasitoses mais frequentes que afetam o trato gastrointestinal dos cães. Causada pelo protozoário Giardia spp., essa enfermidade possui relevância clínica e sanitária, exigindo atenção especial no diagnóstico e manejo. O médico-veterinário Danilo de Pádua Santos, com especialização em diversas áreas da medicina veterinária, explica os aspectos cruciais desta doença.
A principal via de infecção ocorre pela ingestão oral-fecal de água ou alimentos contaminados pelos cistos do protozoário. Esses cistos demonstram grande resistência no ambiente, podendo permanecer viáveis por meses, o que facilita a disseminação entre animais que compartilham o mesmo espaço. A condição é mais comum em filhotes, animais jovens, imunossuprimidos e aqueles mantidos em locais com higiene precária, embora não haja incidência maior em raças específicas. O risco está associado à exposição a ambientes contaminados e à fragilidade do sistema imunológico.
Os sinais clínicos mais observados envolvem alterações gastrointestinais, com destaque para a diarreia, cuja intensidade pode variar conforme a carga parasitária e o estado imunológico do animal. Vômitos, gases, distensão abdominal, dor e desidratação também podem ocorrer.
É importante notar que nem todos os animais infectados apresentam sintomas evidentes. Um cão pode eliminar os cistos no ambiente sem demonstrar sinais da doença, especialmente quando a carga parasitária é baixa ou o sistema imunológico consegue controlar a infecção.
Os sintomas da giardíase podem se assemelhar a diversas outras enfermidades gastrointestinais. Por isso, uma investigação clínica criteriosa é fundamental, incluindo anamnese detalhada, exame físico completo e análise do histórico do paciente.
A confirmação da infecção é realizada primordialmente por meio do exame coproparasitológico. A técnica de flutuação, aplicada em amostras de fezes frescas, é a mais utilizada. Para aumentar a confiabilidade do resultado, recomenda-se a coleta de três amostras em dias intercalados, visto que a eliminação dos cistos pode não ocorrer em todas as evacuações.
Outro método diagnóstico com alta sensibilidade é o exame de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), que detecta a presença do protozoário de forma eficaz.
Após a confirmação, o tratamento inicial mais indicado compreende o uso de antiparasitários à base de fenbendazol por três dias consecutivos, podendo haver extensões dependendo do caso. A fluidoterapia pode ser necessária como terapia de suporte, especialmente em animais desidratados ou com outros sinais clínicos associados.
“Quando existem infecções concomitantes ou outras enfermidades presentes, o tratamento precisa ser ajustado de acordo com as necessidades do paciente.”
Dada a natureza da transmissão oral-fecal, a higienização adequada do ambiente é uma estratégia chave para evitar a disseminação do protozoário. O uso de água e sabão, e produtos à base de amônia quaternária, é recomendado. Após a limpeza, o tutor deve realizar a higienização das mãos para reduzir o risco de contaminação e evitar a superlotação de animais no mesmo espaço.