Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Descubra os sintomas da Leishmaniose Visceral Canina, uma doença parasitária silenciosa transmitida pelo mosquito-palha, e saiba como proteger seu pet e a família.
A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma das doenças parasitárias de maior preocupação na medicina veterinária brasileira, capaz de afetar tanto cães quanto humanos. Segundo o Programa de Cuidados ao Paciente Crônico da Petlove, um percentual de 11% dos cães acompanhados pela iniciativa já convive com a condição, que demanda um monitoramento contínuo e rigoroso. A Petlove, por meio de seus planos de saúde, destaca a importância do acompanhamento.
A transmissão da LVC ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do inseto flebotomíneo, popularmente conhecido como “mosquito-palha”. Este vetor, ao se alimentar de um animal infectado, adquire o parasita e o dissemina para cães saudáveis e também para seres humanos. O médico-veterinário Pedro Risolia, da Petlove, enfatiza que, ao contrário de outras enfermidades, a leishmaniose não se propaga por contato direto entre animais, como lambidas ou mordidas. Por isso, o controle do vetor e o uso de repelentes são ações de suma importância.
Os sinais clínicos da leishmaniose podem manifestar-se de forma lenta, levando meses ou até anos para serem perceptíveis. Entre os indicadores mais comuns estão o crescimento excessivo das unhas, perda de peso acentuada, queda de pelo, descamação da pele e o surgimento de feridas que demoram a cicatrizar, especialmente nas regiões do focinho e das orelhas.
É crucial notar que muitos animais podem apresentar a doença de forma assintomática, o que reforça a necessidade de exames periódicos. “Nem sempre o tutor percebe sinais evidentes de que algo está errado, e por isso o acompanhamento veterinário é essencial”, alerta Pedro Risolia. O diagnóstico precoce é fundamental para a adoção de medidas que garantam a qualidade de vida do animal e evitem que ele se torne um hospedeiro para a proliferação do parasita através do mosquito.
Apesar dos desafios diagnósticos, existem tratamentos aprovados que permitem aos cães portadores da leishmaniose viverem com bem-estar. O objetivo do tratamento é diminuir a carga parasitária, prevenindo o desenvolvimento de quadros graves e interrompendo o ciclo de transmissão da doença. O cuidado com o animal deve contemplar consultas veterinárias frequentes, uma dieta balanceada e o uso contínuo de métodos repelentes.
“Existem testes rápidos e exames de sangue mais precisos que auxiliam no diagnóstico. Para prevenir, o pet deve utilizar sempre coleiras repelentes”, orienta o profissional da Petlove. Adicionalmente, a manutenção de ambientes limpos, livre do acúmulo de matéria orgânica – local de reprodução do mosquito-palha – é uma medida preventiva essencial.