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Especialista do CEUB detalha riscos de viroses em cães no verão, destacando a importância da vacinação, cuidados com alimentação e hidratação.
O verão, com suas altas temperaturas e o aumento da movimentação em locais como praias, representa um período de maior atenção para a saúde dos cães. A professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabiana Volkweis, adverte que o calor excessivo e a exposição a ambientes diversos podem tornar os animais mais suscetíveis a diversas viroses. Essas enfermidades podem apresentar sintomas que variam desde desconforto gastrointestinal até complicações mais sérias, afetando o bem-estar dos animais de estimação.
A veterinária explica que, embora os cães possam contrair viroses em qualquer época do ano, a estação mais quente exige cuidados redobrados, especialmente para aqueles que não estão com o calendário vacinal em dia. A imunização adequada é fundamental para garantir a proteção dos pets contra agentes virais.
Fabiana Volkweis enfatiza a necessidade de manter o protocolo vacinal dos animais sempre atualizado, sobretudo antes de viagens ou passeios que envolvam contato com outros animais. Filhotes, em particular, demandam uma sequência específica de vacinas conforme a idade para atingir a imunidade completa.
“Filhotes precisam de uma sequência de vacinas de acordo com a idade para alcançar imunização ideal. Se o protocolo vacinal ainda não estiver concluído, evite passeios e o contato com outros animais, pois o filhote estará vulnerável”, aconselha a especialista. Essa recomendação visa minimizar os riscos de contaminação em animais com sistema imunológico ainda em desenvolvimento.
Mudanças na rotina alimentar durante as férias podem representar um risco para os cães. Volkweis alerta os tutores para que evitem oferecer alimentos inadequados, como carnes gordurosas de churrasco, comidas temperadas ou chocolates, que podem desencadear problemas gastrointestinais. A hidratação adequada também é um ponto de atenção.
“Dê preferência a rações e alimentos que não estraguem facilmente, mantendo-os protegidos do sol e em local fresco. Para aliviar o calor, ofereça bastante água fresca, além de alternativas como água de coco ou picolés específicos para cães”, sugere a veterinária. Ela também recomenda trocar a água dos animais várias vezes ao dia e desencorajar o consumo de água do mar, devido ao alto teor de sal, que pode levar à desidratação.
Ao planejar viagens para regiões litorâneas, é importante consultar um veterinário para avaliar os riscos de doenças endêmicas. A dirofilariose, por exemplo, é uma condição prevalente em áreas como o Rio de Janeiro, São Luís e algumas partes de Santa Catarina, sendo transmitida por mosquitos.
“Antes de levar seu cachorro para o litoral, consulte um veterinário para avaliar o risco de doenças, como a dirofilariose. Essa condição prevalece em regiões como o Rio de Janeiro, São Luís e algumas áreas de Santa Catarina”, alerta Fabiana Volkweis.
A ocorrência de diarreia em cães deve ser observada atentamente pelos tutores. Segundo a docente do CEUB, se o episódio for isolado, a orientação é manter o animal hidratado e não alterar sua dieta. No entanto, a persistência do sintoma requer avaliação profissional.
“Porém, se a diarreia persistir, leve o cão ao veterinário, pois esse sintoma pode ter diversas causas, desde intoxicações alimentares até doenças mais graves”, orienta a especialista. A diarreia pode ser um indicativo de diversas condições, desde intoxicações simples até enfermidades mais sérias.
Além das viroses clássicas, o aumento na proliferação de mosquitos durante o verão, como pernilongos e borrachudos, representa um risco adicional para a saúde canina. Doenças como leishmaniose e dirofilariose podem ser transmitidas pelos insetos.
“Assim como os humanos, os pets podem contrair doenças transmitidas por mosquitos, como leishmaniose e dirofilariose”, explica Volkweis. Para combater esses vetores, a veterinária sugere o uso de coleiras repelentes específicas, medicamentos tópicos e repelentes desenvolvidos para animais. A eficácia de repelentes naturais, segundo ela, deve ser sempre discutida com um profissional.